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14 de fevereiro de 2018
4 lições de design inspiradas na série Abstract da Netflix

 

E se você pudesse aprender lições incríveis de design com profissionais renomados diretamente do conforto do seu sofá?

Bom, você pode.

Em fevereiro do ano passado a Netflix lançou a série documental Abstract: The Art of Design.

Dividida em oito episódios, a produção original do serviço de streaming mostra a rotina e o processo criativo de profissionais renomados ao redor do mundo – apesar do nome da série, nem todos os profissionais são, de fato, designers.

Embora diferentes entre si, os episódios seguem uma estrutura semelhante:

– Cada um deles conta a história de um profissional;

– Vemos como foi o início de sua carreira;

– Entendemos a relação entre o design e suas vidas profissionais e pessoais;

– Somos bombardeados por insights valiosos!

A série inteira é rica em detalhes e insights, mas separei quatro lições de episódios diferentes que considero essenciais dentro do processo criativo.

 

1 – “Seja um editor rigoroso, mas um artista despreocupado”

Christoph Niemann, designer gráfico e ilustrador.

Brian Solis mostrou na Forbes uma pesquisa que indicou que 65% dos executivos sofrem pressões internas crescentes para que pensem em ideias inovadoras. O que, convenhamos, é normal e aceitável.

Há um papo de que “não existe ideia ruim”, porém, o processo para se chegar na tal ideia inovadora, conhecido como brainstorming, pode arruinar boas ideias se mal conduzido.

O que ocorre é que, geralmente, quando uma ideia promissora surge, as equipes tendem a focar nela sem, necessariamente, pensar em outras variações.

Niemann sugere que você deve pensar grande e pensar em grande escala. Ter o máximo de ideias possíveis e procurar múltiplos caminhos em paralelo – afinal, essas ideias secundárias podem se cruzar em algum momento.

Ou seja, evite apegar-se a primeira boa ideia que surgir até que seja a hora de tomar uma decisão final. Só então parta para a edição e remova tudo o que não está de acordo com a necessidade do projeto ou cliente.

 

2 – “Compreenda profundamente as pessoas para quem você está projetando seu produto – escute elas e entregue mais do que esperam”

Tinker Hatfield, designer da Nike responsável pelos famosos Air Jordans.

Criar um projeto de design pensando na experiência final do usuário do início ao final do processo de criação não é apenas o “básico” quando falamos de design.

O design baseado nos desejos e nas necessidades do público-alvo é a melhor maneira de garantir que o seu produto tenha finalidade e significado reais.

Antecipar o tipo de experiência que seus consumidores terão com o design do produto, analisando-a por alguns ângulos diferentes, fará seu produto final ainda mais atraente e criará um senso de necessidade nas pessoas.

 

3 – “Combine a necessidade e a utilidade com poesia e possibilidade”

Bjarke Ingels, arquiteto.

Para Ingels, o objetivo deve ser projetar um produto que não só tenha todas as suas características necessárias, mas também seja esteticamente agradável e construído com o que ele chama de “fatores humanos”.

Às vezes esses fatores estão na forma, outras vezes são uma funcionalidade ou mesmo algum design específico que dê ao seu produto uma vantagem competitiva no mercado.

 

4 – “Seu design não deve apenas responder perguntas: deve criá-las”

Paula Scher, designer gráfica.

Você provavelmente já viu um novo produto numa prateleira e falou algo do tipo:

“Por que ninguém pensou nisso antes?”

Quando o design leva em consideração o comportamento humano, os desejos e as necessidades, os benefícios naturais, incluindo a formação de novos hábitos ou melhores maneiras de viver, criam uma experiência que pode levar ao senso de necessidade citado por Tinker Hatfield no item 2.

Ao projetar algo, pergunte-se:

“O que esse produto significará para a sociedade?”

Por que ele precisa existir?”

A forma como as pessoas vivem mudará para por causa dele?

 

O bom design está focado na criação da experiência final do usuário

Você também percebeu isso lendo os insights dos profissionais destacados na série Abstract?

Embora atuando em áreas diferentes, estes profissionais mostraram que o design deve ser pensado, sempre, na experiência final do usuário.

É isso que tornou, por exemplo, a compra de qualquer produto da Apple numa experiência.

Até as caixas dos iPhones e MacBooks são pensadas para oferecer uma melhor experiência ao usuário – aliás, senti falta do Jonathan Ive nessa série…

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E você, assistiu Abstract?

O que achou?

 

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